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sexta-feira, 11 de maio de 2012

ORIENTAÇÕES PARA O SEMINÁRIO - MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS


SEMINÁRIO – MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS
Apresentação:  1º grupo – dia 29-05 na 1ª aula (capítulo 1 a 15)
                               2º grupo – dia 29-05 na 2ª aula (capítulo 16 ao 48).


Prepare sua apresentação seguindo as orientações abaixo:


1 – Identifique durante a leitura dos capítulos:
A)     Quem são os personagens principais da história e quais suas características mais marcantes;

B)      Quais os personagens secundários (aqueles que só aparecem em determinadas partes do livro) e qual a importância deles na história;

C)      O tempo em que se passa a história;

D)     O local onde se passa a história;

E)      Traços do Romantismo presentes na obra.
2 – Após a etapa 1:
A)     Faça um breve resumo sobre os capítulos lidos (não precisa fazer capítulo por capítulo, leiam e depois agrupem todos num único resumo). Este texto servirá de base para sua apresentação e ajudará a compreender melhor a história.

B)      O grupo deverá expor para a classe suas conclusões a respeito da obra, focando nos seguintes itens:
*sua importância para a Literatura Brasileira;
*semelhanças entre a obra e os dias atuais;
*aspectos que mais chamaram atenção na obra;
*o que mais dificultou o entendimento geral da história.

3 – Orientações gerais para as apresentações:
1)      Cada grupo terá 20 minutos para apresentar seu seminário, podendo ter um acréscimo de até 5 minutos, caso não haja tempo para fazer a exposição completa;

2)      Todos os integrantes deverão ter um momento de fala;

3)      Poderão levar o texto escrito para a apresentação, mas devem ler o mínimo possível. Procurem falar com as próprias palavras!

4)      A conclusão poderá ser exposta por apenas uma pessoa ou o grupo pode se dividir para que todos falem;

5)      Ao final da apresentação, o texto escrito deverá ser entregue para a professora contendo os nomes de todos os componentes.

IMPORTANTE: embora o trabalho seja em grupo, o desempenho individual também será avaliado, portanto, todos devem se dedicar ao trabalho!

ORIENTAÇÕES PARA TEATRO - MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS


TEATRO – MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS
Apresentação:  1º, 2º grupo – dia 30-05 na 4ª aula
                               3º, 4º grupo – dia 31-05 na 1ª aula
                              


Prepare sua apresentação seguindo as orientações abaixo:


1 – Escolham, no máximo, 2 capítulos para serem encenados;

2 – As apresentações serão feitas na ordem em que os capítulos aparecem no livro, portanto, combinem entre os grupos para que não hajam capítulos repetidos ou fora de sequência;

3 - Escolham os personagens e dividam as falas. Cada personagem deve estar explícito ao público;

4 – Mantenham os nomes dos personagens e as informações originais;

5 – O improviso é permitido e muito bem vindo, desde que tenha relação com a obra;

6 – Gírias e expressões populares poderão ser adaptadas para o linguajar atual, desde que mantenham o mesmo sentido;

7 – Se necessário, cada grupo poderá escolher um narrador, desde que não comprometa a cena;


Orientações gerais para as apresentações:
1)      Cada grupo terá 20 minutos para apresentar a peça, podendo ter um acréscimo de até 5 minutos, caso não haja tempo para fazer a exposição completa;

2)      Todos os integrantes deverão ter um momento de fala;

3)      Caso o grupo queira levar o roteiro para a apresentação, este deverá ser fixado em algum lugar de fácil acesso para o ator, mas NÃO deverá ficar na mão dele durante a peça. Se esquecer o texto, IMPROVISE!

4)      Ao final da apresentação, todos os integrantes devem se apresentar ao público dizendo o nome e qual o personagem foi interpretado;

5)      Caso o grupo produza o roteiro para a peça, este deverá ser entregue ao final da apresentação, contendo os nomes dos integrantes;


IMPORTANTE: embora o trabalho seja em grupo, o desempenho individual também será avaliado, portanto, todos devem se dedicar ao trabalho!

ROMANTISMO NO BRASIL E AS TRÊS GERAÇÕES


ROMANTISMO NO BRASIL
*Forte influência de França e Portugal;

* BRASIL (1836) – publicação da obra Suspiros Poéticos e saudade (Gonçalves de Magalhães) é considerada o marco inicial do Romantismo no Brasil;

*Movimento anticolonialista e antilusitano (rejeição à literatura produzida na época colonial, devido ao apego dessa produção aos modelos culturais portugueses);

*Projeto de construção de uma identidade nacional. Uma das características marcantes de nosso Romantismo é o nacionalismo, que busca explorar possibilidades como indianismo, regionalismo, pesquisa histórica, folclórica e linguística, além das críticas aos problemas nacionais;

*Gonçalves Dias e José de Alencar fizeram parte desse projeto de independência artístico-cultural. Ambos dedicaram-se à criação do mito do bom selvagem brasileiro, idealizando índios heroicos e adoráveis em meio à nossa bela natureza.

AS GERAÇÕES DO ROMANTISMO NO BRASIL

Basicamente são três as gerações de escritores românticos e englobam, principalmente, os autores da poesia. Os romancistas não pertencem a essa divisão, pois suas obras podem apresentar traços de mais de uma geração. São elas:

·         Primeira Geração: indianista, nacionalista e religiosa.
*Índio como herói;
*Saudosismo, visão da natureza como paraíso e manifestação divina;
*Principal representante: Gonçalves Dias (1823 – 1864)
- Obras: Primeiros Cantos e Os Timbiras
- Poemas: “O Leito de Folhas Verdes”, “I – Juca-Pirama”, “Ainda uma vez – Adeus”.
·         Segunda Geração: Ultrarromântica ou “mal do século”.
*Egocentrismo exacerbado, pessimismo, satanismo, individualismo e atração pela morte;
*Poesia noturna e subjetiva;
*Excesso de sentimentalismo, de imaginação, de erotismo, de autopiedade;
*Conhecida também como geração byroniana (influência do escritor inglês Lord Byron –século XIX, cujas obras eram carregadas de pessimismo, melancolia e subjetivismo, uma das mais conhecidas é Don Juan, que ficou inacabada devido sua morte iminente);
*Principal representante: Álvares de Azevedo (1831 – 1852)
- Obras: Lira dos Vinte Anos e Noite na Taverna
- Poemas: “Ideias Íntimas”, “Lembranças de Morrer”, “Se eu Morresse Amanhã”.
·         Terceira Geração: condoreira.
*Poesia de cunho político e social (condoreira);
*Poesia descritiva da natureza, poesia lírico-amorosa;
*Temas condoreiros: abolição da escravatura, guerra do Paraguai, progresso urbano e intelectual;
*Poemas amorosos de madura sensualidade;
*Principal representante: Castro Alves (1847 – 1871)
- Obras: Espumas Flutuantes e Os Escravos
- Poemas: “O Navio Negreiro”, “Vozes da África”, “O Livro e a América”, “Adormecida”.
                Outros escritores com produções figurando em diferentes gêneros também fizeram parte do Romantismo brasileiro:
  • Na lírica: Gonçalves Dias, Gonçalves de Magalhães, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Junqueira Freire, Castro Alves e Sousândrade;
  • Na épica: Gonçalves Dias e Castro Alves;
  • No romance: José de Alencar, Manuel Antonio de Almeida, Joaquim Manuel de Macedo, Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay, Franklin Távora;
  • No conto: Álvares de Azevedo;
  • No teatro: Martins Pena, José de Alencar, Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Álvares de Azevedo.
*Nos concentraremos nos autores sublinhados.

Referência Bibliográfica:

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português linguagens. 7ªed. São Paulo: Saraiva 2010. Vol.2.p.58-59.

SAVIOLI,Francisco Platão; TEIXEIRA, Ivan Prado. Anglo: ensino médio: apostila caderno. São Paulo: Anglo, 2001.p.102-103.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Resumo/Resenha: MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS (Manuel Antonio de Almeida)


                 Escrito no século XIX, o clássico de Manuel Antonio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias, antecipa o Realismo no Brasil reunindo tipos marcantes que viviam na época do rei Dom João VI. Trazendo uma linguagem mais coloquial e popular, tudo começa com os pais de Leonardo, que vieram para o Brasil junto com a família real. No navio o pai, Leonardo Pataca, conhece a verdureira Maria da Hortaliça, moça fogosa e namoradeira. No convés, ele pisa no pé dela, que lhe retribui com um beliscão. Assim, ambos passam a se conhecer. Passado um tempo, entre pisadelas e beliscões, Maria engravida e nasce Leonardinho, menino grande, gordinho, esperneador e chorão.
                Já vivendo juntos, ao voltar mais cedo do trabalho, Leonardo encontra a esposa com um amante, que escapa pela janela ao ser surpreendido. O casal briga e Maria foge com o capitão de um navio. A partir daí começam as aventuras de Leonardo, que vai morar com os padrinhos: uma parteira e um barbeiro.
                O padrinho também não era “boa coisa”, pois enganara um homem à beira da morte que confiou a ele toda sua fortuna pedindo-lhe que a entregasse a uma filha. A fortuna nunca foi entregue. (Cap. IX – p.31-32). Eis uma das características realistas presentes no romance.

                Quanto a Leonardinho, nosso protagonista, este tinha um prazer enorme em desobedecer a tudo que lhe era ordenado (Cap. XIII – p.41). Após a morte do padrinho, volta a morar com seu pai. Mas, ao se desentender com sua madrasta, acaba fugindo de casa e indo morar com um amigo. Até no amor era inconstante. Depois de apaixonar-se por Luisinha e perdê-la para José Manoel, um espertalhão caça-dotes (Cap. XXXII – p.93 e Cap. XXXV – p.100), Leonardo apaixona-se por Vidinha, que o corresponde. Violeira, cantora de modinhas (Cap. XXXI – p.89) e ciumenta até não poder mais (Cap. XXXIX – p.108-109), Vidinha morava na mesma casa do amigo que o acolheu.
O tempo passa e, após muitas idas e vindas, a decepção com Vidinha e o fim do casamento de Luisinha e José Manoel, Leonardinho e Luisinha finalmente se casam.

                Neste romance de Manuel Antonio de Almeida, não existem personagens idealizados. Ao mostrá-los com mais defeitos do que qualidades, o autor denuncia as diferenças sociais e o caráter imoral dessa gente. O fato de um anti-herói, rei da mentira e da malandragem, acabar se tornando um Sargento de Milícias é, no mínimo, irônico. Mais do que isso, a caricatura e o sarcasmo, adotados pelo autor, criticam a falsidade da religião, os interesses matrimoniais, o abuso das autoridades policiais e a vadiagem como meio de vida.

                Ainda hoje a situação não mudou muito. Memórias de um Sargento de Milícias traz, de certo modo, as “raízes” do povo brasileiro com seu “arranjar-se”. O malandro é um dos tipos mais populares da Literatura Brasileira. Figura adorável para uns, desprezível para outros, contraditória e surpreendente. Leonardo é o personagem precursor de outros personagens de caráter duvidoso como Brás Cubas, de Machado de Assis, e Macunaíma, de Mário de Andrade.

                Embora contenha vários elementos realistas o romance foi escrito durante a época romântica e, por esse motivo, traz muito de suas características, o que o torna um romance romântico. O próprio título e a frase inicial do livro (“Era no tempo do rei”) já remete o leitor ao saudosismo, seja do protagonista ou do próprio autor, a um tempo anterior. Outros elementos característicos do Romantismo também devem ser considerados, como a fuga, o exagero e o verdadeiro amor. A valorização da malandragem e, mais especificamente, do “jeito malandro” acaba por criar um herói brasileiro, que não tem capa e espada, mas tem um bom coração e vence seus desafios. Em toda travessura praticada por Leonardo, este nunca quis mal a ninguém, tinha, sim, o gosto pelo jogo, pela disputa. Surgia na obra um sentimento nacionalista, típico do Romantismo.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

INSTRUÇÕES TRABALHO DE LITERATURA - MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS

ATENÇÃO GALERINHA 2º A E 2º B (ATIVIDADE JÁ VALENDO NOTA PARA O 2º BIMESTRE): - a turma do 2º A recebe esse aviso no e-mail da sala também...acessem!

Esse bimestre será mais curto (1 mês e meio apenas), então, vamos ter que acelerar os conteúdos...

Aproveitem essa semana de "folga" e leiam o livro que eu pedi pras aulas de Literatura: MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS (Manuel Antonio de Almeida). Abaixo a atividade (que já vale nota):

1- Em duplas (ou trios), façam um resumo do livro para entregar na 6ª feira (11-05). Valendo de zero a 2,0 pontos (o esquema de notas vai mudar esse bimestre, então é bom não deixar de fazer);

2- Para a aula de 3ª feira (08-05) levem os livros (Memórias de um Sargento de Milícias) + a apostila de Português, pois vamos usá-la bastante;

3- O livro já deve estar completamente lido ou, lido pelo menos até o CAPÍTULO 24.(Dá tempo sim!!! Cada capítulo tem no máximo 2 folhas). Vamos comentá-lo em aula e preciso da participação de vocês;

4- Pensem em grupos de, NO MÁXIMO, 7 pessoas para apresentarem o trabalho sobre o livro (seminário ou teatro - vou decidir isso em sala com vocês), que deve ocorrer na semana do dia 29-05 (valendo de zero a 2,0 pontos).

Sei que o livro tem linguagens, termos um pouco complicados para entender, mas para isso usem o dicionário, internet (oque vocês quiserem)...

Vou colocar algumas questões sobre o livro na nossa prova bimestral, então, leiam o máximo que puderem...

O esquema de notas vai mudar esse bimestre. Sem essa de caderno 10 e apostila 10, dessa vez as notas serão somadas até totalizar 10...de modo que recomendo não deixarem de fazer nenhuma atividade e participarem bem da aula.

Dúvidas estou disponível no Face, e-mail e blog...

Beijos!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

AUTOPSICOGRAFIA - Fernando Pessoa


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.




Somente Pessoa, para conseguir expressar tão bem e em tão poucas palavras a fusão entre a arte e o sentimento.
Lembrei-me deste poema hoje ao responder um post de uma de minhas alunas no Facebook. Decidi então, fazer a análise do poema e publicá-la aqui no blog.

Podemos dividir esse poema em três partes, correspondentes a cada estrofe, para analisá-lo:


1ª) " O poeta é um fingidor".... só o início já justifica a admiração pelo poema, pois instiga o leitor a querer saber a razão de tal declaração e fazer a leitura até o final. A afirmação é explicada e confirmada na sequência, voltando-se para a dor:

"Chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente" , ou seja, para ser transformada em arte, para chegar ao ápice da poesia, a dor deve ser fingida, imaginada, pois não haveria poesia se ela fosse apenas descrita como realmente a sentimos. Logo, podemos inferir que a poesia, a arte poética, não nasce propriamente da dor sentida e vivida realmente, mas no seu fingimento, na imaginação de que essa dor seja maior do que ela de fato é. 

2ª) na segunda estrofe, o poeta "chama" o leitor a "compor" com ele o poema. Ao lê-lo, não sentimos a dor que o poeta sentiu ou imaginou ao escrevê-lo ("as duas que ele teve"), nem mesmo a dor que estamos (nós leitores) deveras sentindo no momento da leitura, mas uma outra dor, mais "interpretativa" do que propriamente "sentida", a dor que nasce ao lermos o poema...a dor que fingimos sentir quando o lemos e o interpretamos, cada um a seu modo, cada um sentindo a dor da forma que mais lhe convém 
(" na dor lida sentem bem").

3ª) "E assim", conclui o poeta, que a arte, a criação, a poesia, nascem em meio a dois extremos controversos, sempre em conflito: o coração (matriz de todos os sentimentos, mola propulsora para a inspiração) e a razão (onde criamos, fantasiamos, inventamos nossas dores, nossas desventuras, nossas tragédias e a colocamos numa sequência lógica para serem transformadas em ARTE).




Fernando Pessoa (1888-1935):  poeta e escritor, nascido em Lisboa (Portugal), pertencente à Terceira Geração do Modernismo Português. Considerado um dos maiores poetas da Literatura Portuguesa e da Literatura Universal, tornou-se muito famoso por suas criações heteronímicas (heterônimos). Seus três heterônimos mais conhecidos são: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Alvaro de Campos. 
Todos os três escreveram obras com seus nomes, possuem personalidades distintas, biografias, data e local de nascimento diferentes, mas todos originam-se de um mesmo corpo e de uma mesma alma: dele mesmo, Fernando Pessoa. 

A diferença entre heterônimos e pseudônimos é justamente essa: enquanto o pseudônimo traz apenas um nome falso ou suposto, o heterônimo traz, além do nome, identidade, personalidade e história totalmente independentes, como se, de fato, fossem outras pessoas, reais e não imaginárias.

Por: Tatiana Arakaki


quarta-feira, 21 de março de 2012

Cronologia e características dos movimentos literários


Estilo
Portugal
Brasil
Características
Trovadorismo
1189/1198
A Ribeirinha
Paio Soares de Taveirós
Gêneros: cantigas (poesia), novelas de cavalaria, nobiliários, hagiografias.
-
Cantigas de Amor: sofrimento, idealização, eu lírico masculino, ambiente da Corte, dama inacessível, caráter  análítico-descursivo.
Cantigas de Amigo: eu lírico feminino, confessional, ambiente popular, paixão incorrespondida, realista, narrativo-descritiva.
Cantigas de Escárnio e Maldizer: críticas indiretas ou diretas de pessoas ou fatos de uma época. Rica fonte de documentação. 
Humanismo
1418
Fernão Lopes, guarda-mor da Torre do Tombo.
Gêneros: historiografia, teatro popular, prosa doutrinária.
Gil Vicente (teatro)
-
Teatro: em poesia, versa sobre assuntos profanos ou religiosos; carpintaria teatral rudimentar; ausência de regras; sem unidade de ação, tempo e espaço. Aspectos críticos de uma sociedade em transição.
Classicismo
Quinhentismo
1527
Sá de Miranda
Introdução da medida nova.
Gêneros: poesia lírica, épica, teatro e crônicas.
Camões (poesia)
1500 (Quinhentismo)
1º Documento escrito em terras brasileiras: Carta a D. Manuel. 
Gêneros: poesia lírica e épica, teatro e crônicas.
Pero Vaz de Caminha
José de Anchieta
Valorização do homem (antropocentrismo); paganismo (maravilhoso pagão); superioridade do homem sobre a natureza; objetividade; racionalismo; universalidade; saber concreto em detrimento do abstrato; retomada dos valores greco-romanos; rigor métrico, rímico e estrófico: equilíbrio e harmonia.
Barroco
1580
Morte de Camões
Portugal sob o domínio espanhol.
Gêneros: oratória sacra, política e social;
poesia religiosa, satírica e lírico-amorosa.
Pe. Antônio Vieira
(oratória)
1601
Bento Teixeira: publicação de Prosopopéia
Pe. Antônio Vieira (oratória)
Gregório de Matos (poesia)
Arte dos contrastes: antinomia homem - céu, homem - terra; visualização e plasticidade; fugacidade; não-racionalismo; unidade e abertura (perspectivas múltiplas para o observador); luta entre o profano e o sagrado. Culto a elementos evanescentes (água/vento). Sentido de transitoriedade da vida; carpe diem (aproveitar o momento); valorização do presente, movimento ligado ao espírito da Contra - Reforma; jogos de metáforas; riqueza de imagens; gosto pelo pormenor; malabarismo verbal – uso de hipérbato, hipérbole, metáforas e antíteses. 
Arcadismo
1756
Fundação da Arcádia Lusitana.
Gênero: poesia
Bocage (poesia)
1768
Cláudio Manuel da Costa:
Obras Poéticas
Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga (poesia lírica e épica)
Basílio da Gama e Santa Rita Durão (poesia épica)
Arte do equilíbrio e harmonia; busca do racional, do verdadeiro e da natureza; retorno às concepções de beleza do Renascimento; poesia objetiva e descritiva; áureas mediocritas: o objetivo arcádico de uma vida serena e bucólica; pastoralismo; valorização da mitologia; técnica da simplicidade. Literatura linear e regrada: inutilia truncat (cortar o inútil).
Romantismo
1825
Almeida Garrett
Publicação do poema Camões
Gêneros: prosa (romance e novela)
poesia e teatro.
1836
Gonçalves de Magalhães
Publicação de Suspiros Poéticos e Saudades
Poesia: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Castro Alves.
Prosa: (urbanos) Alencar, Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida; (regionalistas) Alencar, Bernardo Guimarães, Taunay; (indianista-histórico) Alencar 
1ª Geração: nacionalismo, ufanismo, natureza, religião, indianismo/medievalismo.
2ª Geração: mal do século, evasão, solidão, profundo pessimismo, anseio da morte.
3ª Geração: condoreirismo, liberdade, oratória de reivindicação, transição para o Parnasianismo, literatura social e engajada.
Geral: imaginação, fantasia, sonho, idealização, sonoridade, simplicidade, subjetivismo, sintaxe emotiva, liberdade criadora. 
Realismo/ Parnasianismo/
Naturalismo
1865
Questão Coimbrã: Antero de Quental contra Castilho (Novos x Velhos)
Gêneros: prosa (romance, conto, crônica), poesia, crítica.
Prosa: Eça de Queirós
 
 
Poesia: Antero de Quental, Cesário Verde, Guerra Junqueiro.
1881
Machado de Assis
Publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas/ Realismo
Aluísio de Azevedo
Publicação de O Mulato/ Naturalismo
Década de 80
Definição do ideário parnasiano.
Prosa: Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Raul Pompéia
Poesia: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Vicente de Carvalho.
Realismo: preocupação com a verdade exata, observação e análise, personagens tipificadas, preferência pelas camadas altas da sociedade. Objetividade. Descrições pormenorizadas. Linguagem correta, no entanto é mais próxima da natural, maior interesse pela caracterização que pela ação – tese documental.
Naturalismo: visão determinista do homem (animal, presa de forças fatais e superiores – meio, herança genética, fisiologia, momento). Tendência para análise dos deslizes de personalidade. Deturpações psíquicas e físicas. Preferência pela classe operária. Patologia social: miséria, adultério, criminalidade, etc – tese experimental.
Parnasianismo: arte pela arte, objetividade, poesia descritiva, versos impassíveis, exatidão e economia de imagens e metáforas, poesia técnica e formal, retomada de valores clássicos, apego à mitologia greco-romana.
Simbolismo
1890
Eugênio de Castro
Publicação de Oaristos
Gêneros: poema e prosa.
Poesia: Camilo Pessanha
1893
Cruz e Sousa
Publicação de Missal (prosa poética) e Broquéis (poesia).
Poesia: Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens, Pedro Kilkerry, Emiliano Perneta.
Simbolismo: reação contra o positivismo, o Naturalismo e o Parnasianismo; individualismo, subjetivismo psicológico, atitude irracional e mística, respeito pela música, atitude irracional e mística, respeito pela música, cor, luz; procura das possibilidades do léxico.
Pré-Modernismo
.-

1902
Publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha; Canaã, de Graça Aranha.
Prosa: Monteiro Lobato, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha.
Poesia: Augusto dos Anjos;
Pré-Modernismo: tendência das primeiras décadas do século XX, sentido mais crítico, fixando diferentes facetas da realidade social, política ou alterações na paisagem e cor local.